A Mulher e o Militarismo

O militarismo pode ser definido basicamente como a convivência e quotidiano vivido por militares.

Atualmente, é um dos cargos profissionais mais respeitados pela sociedade, apesar de ser ao contrário pelo lado governista e, têm seus concursos públicos realizados para a iniciação da carreira nas escolas militares.

As Forças Armadas do Brasil são compostas pela Marinha, Aeronáutica e o Exército. Nesse contexto, percebe-se a predominância masculina nos cargos militares, sendo que de todos os cargos preenchidos na Marinha, 5% são compostas por mulheres, na Aeronáutica 8% e no Exército 2% perfazem o número total.

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A primeira turma de mulheres nas Forças Armadas do Brasil, ou seja, mulheres militares, surgiu em 1992, por meio de concurso público. Mas, anteriormente a essa conquista efetiva da profissão, tivemos um começo das mulheres no militarismo e, isso se deu graças a Maria Quitéria de Jesus Medeiros, que em 1823 se tornou a primeira mulher a entrar em combate pelo Brasil, sendo considerada uma heroína da Guerra da Independência.

No Rio Grande do Sul, na Revolução Farroupilha, quem foi figura marcante e conhecida até os dias de hoje é Anita Garibaldi, famosa por ser destemida e valente. Também tivemos outros nomes femininos responsáveis nesta evolução, como Olmira Leal de Oliveira, Patrona da Primeira Turma de Policiais Militares do Rio Grande do Sul.

Apesar desses importantes registros, foi apenas na Segunda Guerra Mundial que tivemos oficialmente mulheres ingressadas no Exército Brasileiro, desempenhando funções com ênfase em medicina e saúde.

E, a partir de 2017, o mundo feminino do militarismo vai mudar radicalmente. Agora as mulheres poderão ingressar no Exército para enfrentar combates na linha de frente. Isso tudo devido a EsPXEv – Escola Preparatória de Cadetes do Exército, que contará com uma turma de mulheres.

Isso porque, em 2012 foi promulgada a Lei 12.705/2012, que permitiu o acesso de mulheres em cargos militares de linha de frente, mas com uma ressalva: que o Exército teria cinco anos para se ajustar a uma realidade que não seria possível em menos tempo, pois teriam que haver reformas em todos os alojamentos e acomodações, bem como instalações decorrentes do uso necessário de uma mulher, já que todos os ambientes foram construídos voltando abrigar o sexo masculino.

Desse modo, passados os cinco anos dados como prazo para a adaptação das reformas estruturais, chegou o ano tão esperado de 2017, o qual ficará marcado na história do país como uma das maiores revoluções internas da área militar.

As mulheres estão isentas do serviço militar obrigatório, na forma prevista pela Constituição. No entanto, podem servir, voluntariamente, como militares de carreira ou temporárias.

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Historicamente falando, as mulheres não eram aceitas pela sociedade na frente de batalhas pelo seguinte paradigma: não queremos ver nossas mães, esposas e filhas morrendo na linha de frente. E, convenhamos que provavelmente, a maioria das mães não gostaria de passar por esse risco, deixando a sua prole órfã. No entanto, mulheres já ocupam cargos igualmente perigosos e com extrema competência, como inspetoras de polícia, detetives, delegadas entre tantas outras coisas.

Mulheres fortes assumem riscos todos os dias, e isso desde o momento que saem de suas casas em direção ao trabalho, por conta da enorme violência nos grandes centos urbanos. Então, estar na linha de frente do exército em uma guerra, pode até ser mais seguro do que trabalhar em uma ONG dentro de uma das favelas do Rio de Janeiro, concorda?

O fascínio pela arte de atirar, pelas armas e artes marciais são definidas por personalidade, e a cada dia vemos ampliar a quantidades de pessoas que se dedicam pela grande causa dada ao militarismo, que, no entanto, pode estar

presente em diversas áreas, que é o amor ao país e a proteção da população contra a violência.

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Por meio da lei 12.705, muita coisa mudou, e hoje, as mulheres estão em processo de formação na Escola Naval, AMAN (Academia Militar das Agulhas Negras) e a AFA (Academia da Força Aérea).

Mas, de acordo com diversas pesquisas, o país ainda terá um tempo de espera de mais ou menos 30 anos para que essas mulheres cheguem ao topo da carreira e possam assumir cargos de comando, já que a possibilidade de ascensão só foi proporcionada a elas recentemente.

A aeronáutica é a pioneira e a que está mais perto de ter em seus quadros, uma oficial general de quatro estrelas, o estágio máximo atual dentro da hierarquia militar em tempos de paz.

E aí, qual a profissão militar que mais te fascina? Na próxima matéria traremos uma exclusividade, com uma mulher na área citada. Não deixe de conferir!

Publicado por

nemrudenemdelicada

Revista virtual para mulheres nem rudes, nem delicadas, que querem ler sobre assuntos diversos sem estar preso em um site definido para homens ou mulheres. Um canal de informação sem gênero.

Um comentário em “A Mulher e o Militarismo

  1. Post muito bom, gostei primeiramente por falar de assunto militar, do qual sou entusiasta e também por falar sobre o espaço da mulher, o qual eu sou defensor, pois é inadmissível que a mulher seja preterida e não seja devidamente valorizada. Visual do Blog muito legal! Até mais.

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