A febre do coaching

Apesar de, no Brasil, a grande massa da população só ter começado a ouvir falar de coaching há pouco tempo, nos Estados Unidos o coaching, como ferramenta de desenvolvimento pessoal já existe há mais de 20 anos.

O Brasil recebeu uma verdadeira avalanche de informações sobre coaching de uma hora para outra e, de repente, nos parece, que todo mundo é coach.

Que maravilhoso seria se fosse verdade, porque coaches realmente sérios e comprometidos com a ética da profissão, são pessoas que querem um mundo melhor, com pessoas melhores, sendo assim, seria tudo mais gratificante.

É muito fácil alguém se intitular coach, mas não adianta apenas escolher uma escola qualquer e pegar seu diploma. Ser coach é viver e respirar a vontade de ajudar pessoas a serem melhores, e atingirem sucesso em suas vidas, seja profissionalmente ou pessoalmente.

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Mas, afinal o que é coaching?

Coaching é um processo de desenvolvimento pessoal, baseado em estudos, ferramentas e técnicas da programação neuro-linguística e da neurociência, para que o coachee (cliente), saia de um estado atual não satisfatório para si mesmo, e chegue a um estado desejado, transformando-se em uma versão melhor dele mesmo.

Parece um tanto vago e até mágico, mas não é nada disso. Não é magia, nem invenção. O coaching utiliza da ciência, nos mais diversos campos (psicologia, andragogia, administração, filosofia, sociologia, neurologia, física quântica e teologia), para o processo de desenvolvimento pessoal, fazendo a pessoa sair de sua zona de conforto para obter sucesso em seus objetivos.

O processo de coahing então, caminha pelos campos do conhecimento e utiliza-se de seus estudos como embasamento teórico e prático para a transformação que promete entregar àqueles que contratam o serviço.

Campos utilizados pelo coaching:

Estratégia Empresarial

  • Estratégia Militar
  • Esportes
  • Marketing
    • Autoajuda
    • Transpessoal
    • Zen

Técnicas utilizadas

  • Comunicação Humana
  • Liderança
  • Motivação
  • Comportamentais
  • Programação Neurolinguística

Entendendo os termos utilizados

Coaching = profissão (assim como psicologia, consultoria)

Coaching = processo (do inglês “to coach”)

Coach = profissional (assim como o psicólogo, professor, gerente, consultor)

Coachee = cliente (quem passa pelo processo de coaching)

Patrocinador = contratante (quem paga pelo processo de coaching)

A história

A história do coaching remonta a idade média, quando a palavra servia para descrever os cocheiros, que nada mais eram do que os profissionais que conduziam as carruagens até seus destinos. O conceito mais próximo ao que se tem hoje do coach, surgiu na época de 1830, na universidade de Oxford, que definiam o tutor particular, ou seja, aquele que ajudava o aluno a se preparar para um determinado exame.

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Por volta de 1960, principalmente nos Estados Unidos, começou-se a utilizar o modelo de coahing esportivo no mundo dos negócios. Durante os últimos trinta anos ou mais, o processo de coaching modernizou-se e vários estudos e validações comprovaram a sua eficácia.

Algumas organizações então, começaram a aplicar o processo internamente, tanto com os proprietários, como com os executivos, e observou-se que os benefícios eram notórios e inegáveis no campo do aumento de performance, maximizando os resultados das pessoas e das empresas.

Este desenvolvimento por meio do coaching, foi ficando cada vez mais necessário, devido a rapidez das mudanças no mercado global. Sendo assim, os modelos de coaching evoluíram para atender às novas necessidades das empresas e organizações em todo o mundo.

Mesmo a pessoa que não tem conhecimento na área de desenvolvimento humano ou organizacional, nota que o processo de coaching para pequenos empresários, empresas e instituições públicas vem aumentando em sua demanda, já que o sucesso já passa a ser conhecido pelos casos de sucesso divulgados. O desenvolvimento e a alavancagem de resultados acontecem num ritmo extraordinário e por isso, cada vez mais o coaching vai se tornando conhecido e popular.

Mas não apenas as empresas vêm utilizando o processo de coaching, pessoas vem procurando o coaching para seu próprio desenvolvimento, já que o brainstorm é tão magnífico que a pessoa se sente realmente modificada e alavancada intelectualmente e emocionalmente. E aí entram os chamados Life Coaches, que são os coaches dedicados ao desenvolvimento humano a nível emocional.

Um outro fenômeno observado na sociedade, no que diz respeito ao coaching, é que muitas mulheres vêm se destacando nessa área, justamente por procurarem um trabalho que lhes traga satisfação pessoal, o que já mencionamos em artigo anterior.

Esse é o caso da Luciana Carlos, ex-empresária e administradora de empresas, que esse ano, resolveu dedicar e viver exclusivamente de coaching.

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Nem rude nem delicada:

– Luciana, gostaríamos de saber mais sobre você e sua experiência profissional.

Luciana:

– Bem, tenho 42 anos, dois filhos, sou formada em Administração de empresas desde 1997, e trabalhei como diretora executiva, sendo sócia de uma indústria de transformação de polietileno por 20 anos.

Nem rude nem delicada:

– O que te levou a sair do seu ramo de atuação e ingressar no mundo do coaching?

Luciana:

– Em 2015, por motivos pessoais, decidi largar a empresa e ficar em casa com os meus filhos, mas não aguentei por muito tempo a monotonia. Meu corpo e minha mente já estavam acostumados à adrenalina de trabalhar fora desde os 17 anos. Então, comecei a trabalhar em home office como transcritora de áudio e redatora freelancer.

Em 2016, meu marido também ficou desempregado e começou a trabalhar como taxista, e então, vi que não podia ficar parada. Nessa época comecei a trabalhar como empreendedora na área de produção e marketing digital de conteúdo, além de possuir, desde 2014, uma loja virtual de produtos para alérgicos alimentares. Eu fazia de tudo que pudesse me gerar alguma renda, como aulas particulares e tomar conta de crianças para amigas que trabalhavam fora.

No início desse ano, mais precisamente em maio, uma amiga me apresentou ao coaching e falou que eu devia fazer o curso, porque me considerava uma coach nata. Foi quando eu comprei o curso e em 10 dias, batia o recorde de formação da escola de coaching. Foi muito gratificante o estudo, porque realmente tudo no coaching é extremamente empolgante e interessante para mim. Descobri nessa profissão, uma maneira de ajudar pessoas e ser bem remunerada por isso, juntando a sobrevivência a paixão por meu trabalho.

Nem rude nem delicada:

– Por que para você o coaching é tão encantador?

Luciana:

– Veja bem, eu sou uma mãe apaixonada, e um dos meus filhos, o caçula, hoje com 8 anos, possui uma alergia alimentar muito grave, que me fez mudar totalmente minha vida e inventar métodos de organização para que o mantivesse vivo em com a saúde estável. Eu estudei muito medicina e nutrição, para entender e dar a melhor qualidade de vida possível para o meu filho.

Fazendo o curso, naturalmente, fui testando as ferramentas e técnicas em mim mesma e no meu marido e filhos, sendo assim, pude sentir na pele a transformação que o processo trazia.

Quando o meu professor me perguntou com que nicho eu iria trabalhar, não tive dúvida: com mãe de alérgico.

Poder ajudar a elas a encurtar o caminho que eu trilhei com tanta dificuldade, faze-las entender que se pode ter uma vida normal e feliz mesmo com a alergia do filho, diminuir a ansiedade e o estresse, isso é gratificante demais para mim.

Eu sempre ajudei as mães nos grupos de Orkut e Facebook, tive até um site e uma loja chamada Planeta Alergia, mas agora eu tenho as ferramentas e técnicas necessárias para realmente ajuda-las e passar por uma real transformação. Sendo assim, além de ensinar tudo que sei e os métodos que desenvolvi como mãe de alérgico a elas, eu posso ajuda-las a desenvolver suas próprias habilidades e andarem sozinhas por esse caminho até a cura da alergia alimentar sem tanto peso e sofrer.

Nem rude nem delicada:

– Você só atende mãe de alérgico?

Luciana:

– Não. Na verdade, sou capacitada para atender os mais diversos públicos e objetivos. A escolha do nicho é para definir sua estratégia de marketing e para que escolha por sua paixão e expertise. Eu, por exemplo, com vasta experiência na área empresarial, poderia facilmente trabalhar com finanças pessoais, ou liderança empresarial e até mesmo, como business coach na área de pequenas e médias empresas.

Mas escolhi as mães, por saber como é difícil viver com plenitude e tranquilidade quando se tem filhos, principalmente com condições especiais, e muito pouco apoio da sociedade em geral. Nos sentimos solitárias no meio de uma multidão.

Nem rude nem delicada:

– Como funciona o processo? Duração, mecânica…

Luciana:

– O processo de coaching normalmente dura entre três e seis meses. As sessões ocorrem via telefone, presencialmente ou online. São encontros de 50 a 90 minutos semanais ou quinzenais, num total de 6 a 12 encontros.

Nem rude nem delicada:

– Luciana, agradeço a sua atenção e desejo sinceramente que alcance todo o sucesso e que ajude muitas mães a, como diz o nome do seu programa, descomplicarem a alergia alimentar.

Luciana:

– De nada, eu que agradeço e espero, sinceramente, que as pessoas deem o devido valor ao processo de coaching, porque é um trabalho muito bonito. Claro que vão existir profissionais bons e ruins, como em qualquer área, mas procurem indicações e com o coach ideal, o ser humano só tem a ganhar e evoluir.

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Assim como a Luciana Carlos, coach de mães, existem centenas de mulheres se destacando nessa profissão e fazendo a diferença em suas vidas e nas vidas de outras pessoas.

O desenvolvimento pessoal e a melhora de vida que as pessoas alcançam após passar pelo processo de coaching é surpreendente e me parece o início de uma grande mudança na mentalidade humana.

 

Dados para contato com Luciana Carlos
Página do Facebook – @lucianacarlosrj
Home Page: www.lucianacarlos.co
Instagram: lucianacarlosrj
E-mail: luciana@lucianacarlos.co

Publicado por

nemrudenemdelicada

Revista virtual para mulheres nem rudes, nem delicadas, que querem ler sobre assuntos diversos sem estar preso em um site definido para homens ou mulheres. Um canal de informação sem gênero.

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