Mulheres arrasam como bartender

Barman ou Bartender?

Para começar você precisa entender que bartender não é a mesma coisa que barman ou barwoman. E se você for contrata-los para uma festa, é imprescindível que saiba a diferença para que a sua presença não destoe da festa.

O Barman, geralmente, tem no currículo o curso de coqueteleira, estão sempre vestidos de forma clássica (terno e gravata) e sabem fazer excelentes drinks. Eles trabalham em hotéis. Restaurantes, navios e estão atentos a seus clientes para poder recomendar a bebida mais adequada. O barman está sempre se atualizando com novos cursos e tendências, podendo conversar com os clientes de forma natural e envolvente.

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O Bartender

É desta profissão que falaremos nesse artigo, o BARTENDER.

Eles são divididos em duas categorias:

  • Atendentes

Que são aqueles mais jovens que trabalham em festas, eventos e nas baladas em gera. Seus drinks não são muito elaborados, o que acaba por se tornar um quê a mais, já que assim, são mais ágeis na hora de servir. É uma excelente opção de profissional para locais cheios e que as bebidas já foram pré-definidas.

  • Bartender Free Style

Esses também são jovens como os atendentes, no entanto, eles preparam drinks mais elaborados e costumam distrair os clientes com truques de mágica, pirofagia e apresentações com tecidos (flag). Se vestem também, diferentemente dos barmans, de forma mais descontraída e informal.

Quem pode ser bartender?

Todos podem. Não existe restrição de gênero ou idade. O importante é que você faça um curso de drinks e tenha habilidades que divirtam o público. O SENAC, inclusive tem o curso especialmente para bartender. O curso é presencial e neste você aprender a preparar e criar coquetéis em um bar pedagógico.

É curioso como as mulheres também invadiram essa profissão e vem ocupando os bares, que antigamente, era lugar para “homens”. Primeiro a mulheres invadiram os bares como clientes, e agora também estão do outro lado do balcão e fazem um tremendo sucesso. E acreditem, que em pleno século XXI, ainda donos de bares se recusam a contratar mulheres para a função de bartender, dizendo que esta função é para homens.

A primeira desculpa seria pela falta de força para carregar, por exemplo, um barril de chope. E será que os bartenders, do sexo masculino, conseguem carregar um barril de chope sozinhos?

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O que torna ainda mais curiosa a participação das mulheres nesses locais, é que quando conseguem uma chance, rapidamente, por sua eficiência tornam-se logo gerente dos bares, como conta Gisele que deu entrevista para o site huffpostbrasil.com. A mentalidade e a imagem de mulher “frágil” e “desprotegida” ainda não conseguiu ser derrubada em nossa sociedade, sendo assim, muitas mulheres talentosas b=vem sendo afastadas de trabalhos noturnos, ainda mais atrás do balcão.

Para as que conseguem quebrar o estigma, mostrando que são capazes de quebrar os preconceitos, tem muito a agregar. E o barato disso, é que o número de mulheres trabalhando na noite, vem aumentando muito a cada dia.

Profissionalizando jovens como bartenders

Existe um projeto chamado Marias do Bar, iniciativa criada pela empresa Bacardi, que visa profissionalizar jovens mulheres de baixa renda da região do ABC Paulista, proporcionando a jovens com 18 anos ou mais, uma profissão de forma rápida, já que o curso dura apenas dois meses. No projeto, elas aprendem a criar drinques e assistem palestras sobre empreendedorismo, finanças pessoais e empoderamento feminino, já que o desejo no projeto, é que essas meninas sejam financeiramente independentes.

É muito importante também que as mulheres que querem trabalhar com bartender, saibam lidar com situações indesejáveis, até mesmo atrás do bar, se posicionando com profissionalismo, sem perder a compostura, já que muitos ainda não respeitam a mulher na vida noturna, ainda mais atrás do balcão.

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As mulheres vêm, inclusive, competindo, cada vez em um número maior, as competições de bartenders pelo mundo. A vodca francesa, Grey Goose, promove um concurso de bartenders no Brasil, o Vive La Revolution, aonde Jéssica Sanchez, bartender do Meza de Bar, do Rio de Janeiro, conquistou o prêmio com o drink “Nouvelle Vague”, que homenageia o movimento cinematográfico francês das décadas de 50 e 60. Completando o pódio, tivemos Matheus Cunha e Gisele Aguiar, ambos de São Paulo. Agora notem: duas mulheres em meio aos três primeiros colocados, não é demais?

Esse mercado incrível, que vem crescendo muito, está se abrindo cada vez a novos públicos. E quem vai perder essa, por causa de preconceito, está vivendo apenas como espectadora. A vida é para ser vivida, e se seu coração é da noite, se não tem problemas em chegar em casa só de manhã, siga em frente e viva a sua paixão. Quem foi que disse que mulher tem que estar em casa de noite e chegar cedo?

Na frente ou atrás do balcão, as mulheres vêm ocupando cada dia mais lugares nos bares e restaurante do mundo afora, dizem as más línguas, que são menos propensas a calotes e vexames.

Bartender…brinde a sua vida e viva sua profissão como deve ser, sem conceitos e preconceitos!

Publicado por

nemrudenemdelicada

Revista virtual para mulheres nem rudes, nem delicadas, que querem ler sobre assuntos diversos sem estar preso em um site definido para homens ou mulheres. Um canal de informação sem gênero.

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