Palavras, letras, gestos, tons…

Vamos pensar em palavraspalavras que nem sempre são ditas, mas que se expressam no rosto, nos gestos, nos olhares…

Pensando em termos mais técnicos, há de se prestar muita atenção ao que se expõe em forma de letras e símbolos, já que por muitas vezes, palavras podem ser retorcidas, distorcidas e contorcidas pelos interlocutores. Quando a conversa é cara a cara, olho no olho, digamos que as controvérsias podem ser menores, mas quando pensamos em e-mails e, principalmente, em mensagens pelas redes sociais, SMS e WhatsApp, temos que redobrar a atenção.

Palavras escritas não tem entonação e mesmo utilizando os recursos digitais, como aspas, negrito, caixa alta e emojis, ainda assim quem a recebe pode interpretar de maneira errada o que você realmente queria dizer.

pexels-photo-239329.jpeg

 

E você já parou para pensar no poder que as palavras têm? Estudos demonstram que ditos e frases repetidos na infância viram verdades no cérebro, que muitas vezes, podem ser limitantes. Crenças como “tempo é dinheiro” ou “dinheiro é sujo” são colocadas em nosso subconsciente e podem vir a atrapalhar seriamente o desenvolvimento profissional e social daquele que por anos escutou, da boca de seus pais, tais ditos.

Mas como escolher as palavras certas?

Bem, pensamos primeiro em idade. Com quem você está conversando, qual o nível intelectual que a pessoa tem?

Não adianta rebuscar as palavras para conversar com uma criança ou com uma pessoa de pouco estudo e cultura, a não ser que a sua única intenção seja provocar estranheza, “respeito” ou descaso. E o engraçado é: isso é o que mais vemos os nossos renomados políticos fazerem; usarem de vocabulário difícil a fim de impressionar os ignorantes, mas isso já não tem mais tanto efeito assim, só não contem para eles, ok?

As palavras devem ser ditas com clareza, com o português correto e simples. Se você pretender convencer alguém, terá que estudar sobre persuasão e programação Neurolinguística.

Se você pretende dar aulas a adolescentes, é melhor se inteirar das novas tendências de gírias e tentar ser mais leve e coloquial.

Se você quer que crianças pequenas lhe deem ouvidos e gostem de suas histórias, é melhor narrá-las com emoção, usando de gestos e vozes a gosto do freguês. Abuse da entonação e, principalmente, das cantigas e momentos de suspense.

pexels-photo-164835.jpeg

Se deseja conversar com a terceira idade, estude e se informe, ou corre o risco de passar vergonha. Com a tecnologia, muita gente esqueceu dos livros, que moram nas cabeceiras dos mais velhos, e você corre um grande risco de parecer repetitivo ou de falar de algo que eles já estão cansados de saber. Essa idade precisa do novo, mas um novo inteligente, que não canse, que não os tente enrolar ou enganar, uma história leve, que os faça rir e lembrar dos momentos bons da vida. Nada de assuntos sérios e pesados demais. Deixe isso para os jornais e programas jornalísticos.

Enfim, agora pense: o que eu quero que ele escute?

Como assim? É isso mesmo. O que você deseja que a pessoa com quem está falando entenda? Você deseja que ela sinta amor ou repulsa? Raiva ou compaixão?

Você pode dizer a mesma história e conseguir que torçam para o mocinho ou para o vilão, basta narrar pelo ângulo desejado.

Seja assertivo

Se você deseja ser assertivo, e mais do que um comportamento, quer que seja sua filosofia de vida, vale a pena estudar a respeito e treinar para tal. A assertividade é uma filosofia de relacionamento humano com soluções ganha-ganha. Ela é o ingrediente secreto e perfeito para os relacionamentos saudáveis, sejam eles pessoais ou profissionais.

O que é assertividade?

Assertividade é um termo que se origina de asserção. Fazer asserções quer dizer afirmar, do latim afirmare, tornar firme, consolidar, confirmar e declarar com firmeza.

Nas relações sociais assertivas, os dois lados ganham, é uma relação interdependente, a comunicação é transparente e as pessoas exprimem suas necessidades, pensamentos e sentimentos de forma honesta e direta, sem violar o mesmo direito dos outros.

Muitos acham que ser assertivo é apenas ter uma comunicação sincera e objetiva, falando sem pensar, “doa a quem doer” ou “custe o que custar”, e isso acaba criando uma resistência nas pessoas, já que há uma baita distorção de comportamento.

A pessoa assertiva tem desenvoltura e flexibilidade para se mover entre comportamentos construtivos, influenciando os processos através da expressão honesta e clara de seus sentimentos, opiniões e necessidades, ora podendo ser influenciado ou influenciando, ouvindo opiniões divergentes, pedindo e oferecendo ajuda.

Então, quando for escolher as suas palavras, lembre-se de ser assertivo e prestar atenção ao seu tom de voz, sua postura corporal, suas expressões faciais… Elas desnudam suas intenções e podem corromper as suas palavras.

Exemplificando

Isso é amor?

Se tal frase foi dita com doçura, pode-se dizer que alguém está observando um casal se abraçando. Já essa mesma frase, em tom de sarcasmo, pode significar: tem certeza que isso é amor?

Viu? Não é compreensível e necessário pensarmos em nossas atitudes e palavras?

Não vou dizer que não há falhas. Sempre haverá quando se tratar de um ser humano, com sentimentos e verdades. No entanto, se por um mínimo esforço, tentarmos escolher as palavras a fim de que o outro escute o que desejamos realmente expressar, o mundo será muito melhor.

Gestos e comportamentos – Rindo um pouquinho do assunto

Se sairmos do campo das palavras ditas e pensarmos em como gestos demonstram frases inteiras, fica ainda mais divertido observar os seres humanos.

converse-2521534.jpg

Por exemplo, porque um adolescente acha que quando bufa, você vai entender “tudo bem”, se na verdade, ele queria dizer “que saco” ou “logo agora?”. Devíamos fazer um dicionário só para traduzir as batidas de portas, os pés pesados pela casa e os olhos de tristeza que eles naturalmente exprimem e acham, que nós, não estamos percebendo.

E aí você fala:

– O que houve? Porque está com vontade de chorar?

E ele responde:

– Eu não. Tô bem.

Para os adultos é tão claro, tão óbvio, e eles realmente acreditam que nós não percebemos. Ai, quem dera! Talvez assim as mães não se preocupariam tanto…

E é assim a vida, palavras soltas, palavras presas e sufocadas, palavras que devem ser ditas, palavras que são melhores esquecidas… Palavras que não devemos esquecer nunca, palavras que devemos dizer repetidamente, antes que seja tarde demais.

Eu faço a minha lista, e você, já fez a sua?

Gratidão, amor, amizade, caridade, compreensão, paz…

 

 

Publicado por

nemrudenemdelicada

Revista virtual para mulheres nem rudes, nem delicadas, que querem ler sobre assuntos diversos sem estar preso em um site definido para homens ou mulheres. Um canal de informação sem gênero.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: