Mulheres arrasam como bartender

Barman ou Bartender?

Para começar você precisa entender que bartender não é a mesma coisa que barman ou barwoman. E se você for contrata-los para uma festa, é imprescindível que saiba a diferença para que a sua presença não destoe da festa.

O Barman, geralmente, tem no currículo o curso de coqueteleira, estão sempre vestidos de forma clássica (terno e gravata) e sabem fazer excelentes drinks. Eles trabalham em hotéis. Restaurantes, navios e estão atentos a seus clientes para poder recomendar a bebida mais adequada. O barman está sempre se atualizando com novos cursos e tendências, podendo conversar com os clientes de forma natural e envolvente.

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O Bartender

É desta profissão que falaremos nesse artigo, o BARTENDER.

Eles são divididos em duas categorias:

  • Atendentes

Que são aqueles mais jovens que trabalham em festas, eventos e nas baladas em gera. Seus drinks não são muito elaborados, o que acaba por se tornar um quê a mais, já que assim, são mais ágeis na hora de servir. É uma excelente opção de profissional para locais cheios e que as bebidas já foram pré-definidas.

  • Bartender Free Style

Esses também são jovens como os atendentes, no entanto, eles preparam drinks mais elaborados e costumam distrair os clientes com truques de mágica, pirofagia e apresentações com tecidos (flag). Se vestem também, diferentemente dos barmans, de forma mais descontraída e informal.

Quem pode ser bartender?

Todos podem. Não existe restrição de gênero ou idade. O importante é que você faça um curso de drinks e tenha habilidades que divirtam o público. O SENAC, inclusive tem o curso especialmente para bartender. O curso é presencial e neste você aprender a preparar e criar coquetéis em um bar pedagógico.

É curioso como as mulheres também invadiram essa profissão e vem ocupando os bares, que antigamente, era lugar para “homens”. Primeiro a mulheres invadiram os bares como clientes, e agora também estão do outro lado do balcão e fazem um tremendo sucesso. E acreditem, que em pleno século XXI, ainda donos de bares se recusam a contratar mulheres para a função de bartender, dizendo que esta função é para homens.

A primeira desculpa seria pela falta de força para carregar, por exemplo, um barril de chope. E será que os bartenders, do sexo masculino, conseguem carregar um barril de chope sozinhos?

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O que torna ainda mais curiosa a participação das mulheres nesses locais, é que quando conseguem uma chance, rapidamente, por sua eficiência tornam-se logo gerente dos bares, como conta Gisele que deu entrevista para o site huffpostbrasil.com. A mentalidade e a imagem de mulher “frágil” e “desprotegida” ainda não conseguiu ser derrubada em nossa sociedade, sendo assim, muitas mulheres talentosas b=vem sendo afastadas de trabalhos noturnos, ainda mais atrás do balcão.

Para as que conseguem quebrar o estigma, mostrando que são capazes de quebrar os preconceitos, tem muito a agregar. E o barato disso, é que o número de mulheres trabalhando na noite, vem aumentando muito a cada dia.

Profissionalizando jovens como bartenders

Existe um projeto chamado Marias do Bar, iniciativa criada pela empresa Bacardi, que visa profissionalizar jovens mulheres de baixa renda da região do ABC Paulista, proporcionando a jovens com 18 anos ou mais, uma profissão de forma rápida, já que o curso dura apenas dois meses. No projeto, elas aprendem a criar drinques e assistem palestras sobre empreendedorismo, finanças pessoais e empoderamento feminino, já que o desejo no projeto, é que essas meninas sejam financeiramente independentes.

É muito importante também que as mulheres que querem trabalhar com bartender, saibam lidar com situações indesejáveis, até mesmo atrás do bar, se posicionando com profissionalismo, sem perder a compostura, já que muitos ainda não respeitam a mulher na vida noturna, ainda mais atrás do balcão.

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As mulheres vêm, inclusive, competindo, cada vez em um número maior, as competições de bartenders pelo mundo. A vodca francesa, Grey Goose, promove um concurso de bartenders no Brasil, o Vive La Revolution, aonde Jéssica Sanchez, bartender do Meza de Bar, do Rio de Janeiro, conquistou o prêmio com o drink “Nouvelle Vague”, que homenageia o movimento cinematográfico francês das décadas de 50 e 60. Completando o pódio, tivemos Matheus Cunha e Gisele Aguiar, ambos de São Paulo. Agora notem: duas mulheres em meio aos três primeiros colocados, não é demais?

Esse mercado incrível, que vem crescendo muito, está se abrindo cada vez a novos públicos. E quem vai perder essa, por causa de preconceito, está vivendo apenas como espectadora. A vida é para ser vivida, e se seu coração é da noite, se não tem problemas em chegar em casa só de manhã, siga em frente e viva a sua paixão. Quem foi que disse que mulher tem que estar em casa de noite e chegar cedo?

Na frente ou atrás do balcão, as mulheres vêm ocupando cada dia mais lugares nos bares e restaurante do mundo afora, dizem as más línguas, que são menos propensas a calotes e vexames.

Bartender…brinde a sua vida e viva sua profissão como deve ser, sem conceitos e preconceitos!

A febre do coaching

Apesar de, no Brasil, a grande massa da população só ter começado a ouvir falar de coaching há pouco tempo, nos Estados Unidos o coaching, como ferramenta de desenvolvimento pessoal já existe há mais de 20 anos.

O Brasil recebeu uma verdadeira avalanche de informações sobre coaching de uma hora para outra e, de repente, nos parece, que todo mundo é coach.

Que maravilhoso seria se fosse verdade, porque coaches realmente sérios e comprometidos com a ética da profissão, são pessoas que querem um mundo melhor, com pessoas melhores, sendo assim, seria tudo mais gratificante.

É muito fácil alguém se intitular coach, mas não adianta apenas escolher uma escola qualquer e pegar seu diploma. Ser coach é viver e respirar a vontade de ajudar pessoas a serem melhores, e atingirem sucesso em suas vidas, seja profissionalmente ou pessoalmente.

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Mas, afinal o que é coaching?

Coaching é um processo de desenvolvimento pessoal, baseado em estudos, ferramentas e técnicas da programação neuro-linguística e da neurociência, para que o coachee (cliente), saia de um estado atual não satisfatório para si mesmo, e chegue a um estado desejado, transformando-se em uma versão melhor dele mesmo.

Parece um tanto vago e até mágico, mas não é nada disso. Não é magia, nem invenção. O coaching utiliza da ciência, nos mais diversos campos (psicologia, andragogia, administração, filosofia, sociologia, neurologia, física quântica e teologia), para o processo de desenvolvimento pessoal, fazendo a pessoa sair de sua zona de conforto para obter sucesso em seus objetivos.

O processo de coahing então, caminha pelos campos do conhecimento e utiliza-se de seus estudos como embasamento teórico e prático para a transformação que promete entregar àqueles que contratam o serviço.

Campos utilizados pelo coaching:

Estratégia Empresarial

  • Estratégia Militar
  • Esportes
  • Marketing
    • Autoajuda
    • Transpessoal
    • Zen

Técnicas utilizadas

  • Comunicação Humana
  • Liderança
  • Motivação
  • Comportamentais
  • Programação Neurolinguística

Entendendo os termos utilizados

Coaching = profissão (assim como psicologia, consultoria)

Coaching = processo (do inglês “to coach”)

Coach = profissional (assim como o psicólogo, professor, gerente, consultor)

Coachee = cliente (quem passa pelo processo de coaching)

Patrocinador = contratante (quem paga pelo processo de coaching)

A história

A história do coaching remonta a idade média, quando a palavra servia para descrever os cocheiros, que nada mais eram do que os profissionais que conduziam as carruagens até seus destinos. O conceito mais próximo ao que se tem hoje do coach, surgiu na época de 1830, na universidade de Oxford, que definiam o tutor particular, ou seja, aquele que ajudava o aluno a se preparar para um determinado exame.

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Por volta de 1960, principalmente nos Estados Unidos, começou-se a utilizar o modelo de coahing esportivo no mundo dos negócios. Durante os últimos trinta anos ou mais, o processo de coaching modernizou-se e vários estudos e validações comprovaram a sua eficácia.

Algumas organizações então, começaram a aplicar o processo internamente, tanto com os proprietários, como com os executivos, e observou-se que os benefícios eram notórios e inegáveis no campo do aumento de performance, maximizando os resultados das pessoas e das empresas.

Este desenvolvimento por meio do coaching, foi ficando cada vez mais necessário, devido a rapidez das mudanças no mercado global. Sendo assim, os modelos de coaching evoluíram para atender às novas necessidades das empresas e organizações em todo o mundo.

Mesmo a pessoa que não tem conhecimento na área de desenvolvimento humano ou organizacional, nota que o processo de coaching para pequenos empresários, empresas e instituições públicas vem aumentando em sua demanda, já que o sucesso já passa a ser conhecido pelos casos de sucesso divulgados. O desenvolvimento e a alavancagem de resultados acontecem num ritmo extraordinário e por isso, cada vez mais o coaching vai se tornando conhecido e popular.

Mas não apenas as empresas vêm utilizando o processo de coaching, pessoas vem procurando o coaching para seu próprio desenvolvimento, já que o brainstorm é tão magnífico que a pessoa se sente realmente modificada e alavancada intelectualmente e emocionalmente. E aí entram os chamados Life Coaches, que são os coaches dedicados ao desenvolvimento humano a nível emocional.

Um outro fenômeno observado na sociedade, no que diz respeito ao coaching, é que muitas mulheres vêm se destacando nessa área, justamente por procurarem um trabalho que lhes traga satisfação pessoal, o que já mencionamos em artigo anterior.

Esse é o caso da Luciana Carlos, ex-empresária e administradora de empresas, que esse ano, resolveu dedicar e viver exclusivamente de coaching.

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Nem rude nem delicada:

– Luciana, gostaríamos de saber mais sobre você e sua experiência profissional.

Luciana:

– Bem, tenho 42 anos, dois filhos, sou formada em Administração de empresas desde 1997, e trabalhei como diretora executiva, sendo sócia de uma indústria de transformação de polietileno por 20 anos.

Nem rude nem delicada:

– O que te levou a sair do seu ramo de atuação e ingressar no mundo do coaching?

Luciana:

– Em 2015, por motivos pessoais, decidi largar a empresa e ficar em casa com os meus filhos, mas não aguentei por muito tempo a monotonia. Meu corpo e minha mente já estavam acostumados à adrenalina de trabalhar fora desde os 17 anos. Então, comecei a trabalhar em home office como transcritora de áudio e redatora freelancer.

Em 2016, meu marido também ficou desempregado e começou a trabalhar como taxista, e então, vi que não podia ficar parada. Nessa época comecei a trabalhar como empreendedora na área de produção e marketing digital de conteúdo, além de possuir, desde 2014, uma loja virtual de produtos para alérgicos alimentares. Eu fazia de tudo que pudesse me gerar alguma renda, como aulas particulares e tomar conta de crianças para amigas que trabalhavam fora.

No início desse ano, mais precisamente em maio, uma amiga me apresentou ao coaching e falou que eu devia fazer o curso, porque me considerava uma coach nata. Foi quando eu comprei o curso e em 10 dias, batia o recorde de formação da escola de coaching. Foi muito gratificante o estudo, porque realmente tudo no coaching é extremamente empolgante e interessante para mim. Descobri nessa profissão, uma maneira de ajudar pessoas e ser bem remunerada por isso, juntando a sobrevivência a paixão por meu trabalho.

Nem rude nem delicada:

– Por que para você o coaching é tão encantador?

Luciana:

– Veja bem, eu sou uma mãe apaixonada, e um dos meus filhos, o caçula, hoje com 8 anos, possui uma alergia alimentar muito grave, que me fez mudar totalmente minha vida e inventar métodos de organização para que o mantivesse vivo em com a saúde estável. Eu estudei muito medicina e nutrição, para entender e dar a melhor qualidade de vida possível para o meu filho.

Fazendo o curso, naturalmente, fui testando as ferramentas e técnicas em mim mesma e no meu marido e filhos, sendo assim, pude sentir na pele a transformação que o processo trazia.

Quando o meu professor me perguntou com que nicho eu iria trabalhar, não tive dúvida: com mãe de alérgico.

Poder ajudar a elas a encurtar o caminho que eu trilhei com tanta dificuldade, faze-las entender que se pode ter uma vida normal e feliz mesmo com a alergia do filho, diminuir a ansiedade e o estresse, isso é gratificante demais para mim.

Eu sempre ajudei as mães nos grupos de Orkut e Facebook, tive até um site e uma loja chamada Planeta Alergia, mas agora eu tenho as ferramentas e técnicas necessárias para realmente ajuda-las e passar por uma real transformação. Sendo assim, além de ensinar tudo que sei e os métodos que desenvolvi como mãe de alérgico a elas, eu posso ajuda-las a desenvolver suas próprias habilidades e andarem sozinhas por esse caminho até a cura da alergia alimentar sem tanto peso e sofrer.

Nem rude nem delicada:

– Você só atende mãe de alérgico?

Luciana:

– Não. Na verdade, sou capacitada para atender os mais diversos públicos e objetivos. A escolha do nicho é para definir sua estratégia de marketing e para que escolha por sua paixão e expertise. Eu, por exemplo, com vasta experiência na área empresarial, poderia facilmente trabalhar com finanças pessoais, ou liderança empresarial e até mesmo, como business coach na área de pequenas e médias empresas.

Mas escolhi as mães, por saber como é difícil viver com plenitude e tranquilidade quando se tem filhos, principalmente com condições especiais, e muito pouco apoio da sociedade em geral. Nos sentimos solitárias no meio de uma multidão.

Nem rude nem delicada:

– Como funciona o processo? Duração, mecânica…

Luciana:

– O processo de coaching normalmente dura entre três e seis meses. As sessões ocorrem via telefone, presencialmente ou online. São encontros de 50 a 90 minutos semanais ou quinzenais, num total de 6 a 12 encontros.

Nem rude nem delicada:

– Luciana, agradeço a sua atenção e desejo sinceramente que alcance todo o sucesso e que ajude muitas mães a, como diz o nome do seu programa, descomplicarem a alergia alimentar.

Luciana:

– De nada, eu que agradeço e espero, sinceramente, que as pessoas deem o devido valor ao processo de coaching, porque é um trabalho muito bonito. Claro que vão existir profissionais bons e ruins, como em qualquer área, mas procurem indicações e com o coach ideal, o ser humano só tem a ganhar e evoluir.

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Assim como a Luciana Carlos, coach de mães, existem centenas de mulheres se destacando nessa profissão e fazendo a diferença em suas vidas e nas vidas de outras pessoas.

O desenvolvimento pessoal e a melhora de vida que as pessoas alcançam após passar pelo processo de coaching é surpreendente e me parece o início de uma grande mudança na mentalidade humana.

 

Dados para contato com Luciana Carlos
Página do Facebook – @lucianacarlosrj
Home Page: www.lucianacarlos.co
Instagram: lucianacarlosrj
E-mail: luciana@lucianacarlos.co

Mulheres empreendedoras

No último dia 19 foi comemorado o Dia Global do Empreendedorismo Feminino. Esta data foi criada pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 2014, e abrange 153 países, entre eles o Brasil, com o intuito de potencializar as oportunidades das mulheres no mercado de trabalho e nos cargos de chefia de áreas ocupadas atualmente, em sua maioria, por homens, como economia, saúde, política e educação.

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Em todo o mundo as mulheres vêm se destacando, mostrando sua força e competência nas mais diversas áreas e setores da economia. Seja no comércio, nas indústrias, na prestação de serviços, nos trabalhos autônomos e até mesmo nos negócios digitas, elas vêm alcançando grande sucesso, notoriedade e se tornam verdadeiros exemplos de grandes mulheres empreendedoras.

Uma pesquisa feita pelo Sebrae em 2013 demonstrou que, no Brasil, existem mais de sete milhões de mulheres a frente de negócios no país. No Mato Grosso do Sul, são mais de 103 mil empreendedoras, sendo a maioria na faixa etária entre 40 e 64 anos.

Em um levantamento global feito pela GEM (Global Entrepreneurship Monitor), aponta que, em 2014, 51,2% dos empreendedores que iniciaram negócios foram mulheres, aumentando ainda mais a autonomia financeira das mulheres. Além disso, sua renda tem obtido maior importância no orçamento familiar, levando, inclusive, ao novo modelo familiar em que os homens ficam em casa, cuidando dos filhos, enquanto as mulheres saem para trabalhar no sustento da casa.

O crescimento do empreendedorismo feminismo funciona como equiparação, finalmente, de direito entre os sexos, já que galgando grandes cargos, elas exigem e reivindicam seu papel no crescimento econômico do país.

Porque empreender?

Diferentemente dos homens, que, na maioria das vezes, são impulsionados pela parte financeira, as mulheres não pesam tanto o lado financeiro e sim, consideram muito importante um negócio que traga satisfação pessoal.

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Uma outra vontade que impulsiona as mulheres a embarcarem na onda do empreendedorismo feminino, é a enorme vontade de fazer a diferença no mundo, trazer algo novo e positivo para a sociedade.

E não só as pequenas empresas são comandadas pelas mulheres, a grande rede Magazine Luiza, é comandada por uma mulher, Luiza Trajano. Uma representação de sucesso, políticas empresariais inovadoras e crescimento exponencial da empresa. Ela é um dos símbolos brasileiros de empreendedorismo feminino.

Luiza Trajano foi considerada pela Forbes, umas das três mulheres mais poderosas do Brasil. CEO da Magazine Luiza, que é considerada uma das maiores empresas do ramo de eletrônicos da América Latina.  Ela lidera em sua empresa uma equipe de mais de vinte mil funcionários espalhados em mais de dezesseis estados do país.

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Em uma palestra dada num evento em São Paulo, ela falou sobre a crise e o empreendedorismo:

“Não adianta reclamar ou se rebelar sobre a crise, você deve aceita-la, unir a equipe e focar em vendas. São três os fatores de sucesso: velocidade, qualidade e rentabilidade. E para se alcançar esses fatores é necessário quebrar seus próprios paradigmas, investir em pessoas, porque sem ela você nunca terá a qualidade que almeja.”

Características naturais que favorecem o empreendedorismo feminino

  • As mulheres são mais detalhistas, intuitivas e sensitivas, sendo melhores na gestão do negócio;
  • As mulheres aliam características femininas como sensibilidade, intuição e cooperação com coragem, determinação e iniciativa, fazendo acontecer de maneira mais fácil para elas do que para eles;
  • No empreendedorismo feminino, as mulheres pesquisam e buscam maiores informações sobre o negócio antes de abrirem, tendo assim melhores e maiores informações que podem leva-las ao sucesso.
  • As mulheres também investem em sua mão de obra, e em si mesmas em capacitação, ou seja, pesquisas mostram que a quantidade de mulheres empreendedoras que concluem os estudos é duas vezes maior do que entre os homens.
  • As mulheres também, são mais atenciosas com seus clientes, sendo assim possuem uma rede maior de clientes fidelizados à sua empresa.
  • No empreendedorismo feminino percebe-se também que as mulheres faltam menos ao trabalho, porque organizam melhor sua rotina, conciliando as atividades pessoais com as profissionais de maneira equilibrada e eficaz, sendo assim, dão mais estabilidade ao negócio, já que seus problemas pessoais não têm tanto impacto sobre o dia a dia da empresa.
  • As mulheres também são mais versáteis, polivalentes, mais adaptáveis a situações adversas e têm maior flexibilidade para administrar conflitos, sendo assim excelentes em cargos de lideranças.

Não queremos aqui fazer nenhuma apologia de que as mulheres são melhores do que os homens no mundo dos negócios, mas que o empreendedorismo feminino traz para o cenário empresarial, algumas características próprias e diferentes, que trazem um impacto positivo no dia a dia dos negócios.

Dificuldades na gestão

Ainda há um bocado de dificuldades para as mulheres empreendedoras, já que elas precisam provar com muito mais afinco que são capazes de desenvolver suas funções do que os homens.

E não se trata apenas da dificuldade de diferença de gênero, na crise precisa-se ter uma excelente capacidade de gestão, de manter saúde financeira da empresa, ter habilidade para administrar ameaças e sabedoria e rapidez para aproveitar as oportunidades.

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O empreendedorismo feminino e a quantidade de mulheres hoje, em posições de liderança nos mais diversos ramos, mostra que, finalmente, a diferença de gênero tem cada vez menos influenciado nas decisões de contratação.

Grupos de network são cada vez maiores, visando, justamente, o apoio e divulgação entre as mulheres, como os grupos no facebook de mães e mulheres empreendedoras, aonde elas de ajudam e promovem seus negócios na rede.

Cada vez mais, você encontra mulheres como protagonistas no mundo televisivo, nas empresas, nas palestras, nos treinamentos, em atividades autônomas, inclusive em trabalhos home office, aonde elas aliam a qualidade de vida ao sucesso profissional.

O empreendedorismo feminino veio para ficar, e com isso, vemos finalmente, o avanço real da igualdade de gênero no mercado de trabalho, uma luta feminina de tantos anos de desgaste e luta.

Se você ainda não sabe como empreender, procure locais como o Sebrae, eles têm uma enorme rede de apoio ao empreendedorismo feminino.

Seja você, empodere-se, assuma sua coragem e força e lute por seus sonhos e sua qualidade de vida!

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Chiquinha Gonzaga – Mulher…

Chiquinha Gonzaga é o nosso assunto do mês. Nesse mês cor de rosa, há de se homenagear uma mulher com tamanha fibra e talento. A compositora e maestrina carioca Chiquinha Gonzaga (1847-1935), faria aniversário no último dia 17 de outubro, e uma data como essa não podia passar desapercebida pelo Nem Rude Nem Delicada.

Ela se destacou, na história da cultura brasileira, pelo seu pioneirismo e pela luta pela liberdade no país. Dona de uma coragem gigante, enfrentou a opressora sociedade patriarcal da época, e criou a profissão de maestrina, inédita para mulheres na sociedade, causando um grande escândalo. Chiquinha era uma pessoa de espírito livre e sua paixão pela música era enorme.

Ela incorporou ao seu piano todas as diversidades de ritmos que encontrou, sendo assim responsável por produzir uma obra fundamental para a formação da música brasileira.

Chiquinha Gonzaga

Seu nome era Francisca Edwiges Neves Gonzaga, nascida em 17 de outubro de 1847, através da união de José Basileu Neves Gonzaga, militar de importante linhagem no império, com a filha de uma escrava chamada Rosa.

Francisca cresceu numa sociedade adversa e em época de grandes transformações. Ela escrevia, lia, sabia matemática e ainda estudava o catecismo e tudo o que as meninas da época aprendiam. Além disso tudo, aprendeu a tocar piano, sua grande paixão. Esta foi educada para ser uma dama de salão e, aos 16 anos, casou-se com um promissor empresário que fora escolhido por seu pai. Quase enlouquecendo o marido, ela andava pelas ruas na companhia de boêmios e continuava tocando e se dedicando ao piano, ao qual ele encarava como um rival ,a sua atenção.

Muito rebelde e determinada, abandonou o casamento ao se apaixonar por um engenheiro chamado João Batista de Carvalho e foi viver com ele, levando consigo apenas o seu filho mais velho, João Gualberto, já que o ex-marido a impediu de levar os outros dois – Maria do Patrocínio e Hilário.

Com 18 anos, seu ex-marido moveu uma ação judicial de divórcio perpétuo no Tribunal Eclesiástico, por abandono de lar e adultério, ocasionando um enorme escândalo com seu nome. Já se pode imaginar como a sociedade da época agiu, fechando para ela as portas dos salões e dos encontros da burguesia.

Morando então com João Batista de Carvalho, Chiquinha Gonzaga teve outra filha, chamada Alice. Apesar de muito apaixonada pelo marido, cansou de suas traições e resolveu separar-se dele e ,mais uma vez, foi impedida de criar sua filha. Chiquinha Gonzaga passou a viver apenas com seu primogênito. Ela então, emerge no cenário musical do Rio de Janeiro em 1877, após tantas desilusões amorosas e condenações por uma sociedade tão cruel, precisando sobreviver do que sabia fazer: tocar piano. Nenhuma mulher antes fora tão ousada. Tocar piano ou até mesmo, compor, não era incomum às senhoras da época, porém sempre restrita aos cenários domésticos privativos. Ela foi a pioneira não só como músico, mas pelo tipo de música que tocava, que era alegre e agitava os salões de dança da sociedade.

A atividade como musicista exigia talento, determinação e muita ousadia, o que não faltava à Chiquinha em sua personalidade.

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Ela estreou como compositora de polca Atraente, cujo grande sucesso foi mais um fardo para sua reputação. Ela se mantinha com o dinheiro recebido por dar aulas em casas de família e como pianista num conjunto do flautista Joaquim Callado.

Com o passar dos anos, ela aperfeiçoou sua técnica e começou a escrever partituras para o teatro musicado. Em 1885, estreou no teatro com a opereta A corte na roça, representada no Teatro Príncipe Imperial, ocasião em que a imprensa não sabia como trata-la, já que não existia uma palavra no feminino para maestro.

Ao longo de sua vida e renomada carreira de maestrina, Chiquinha Gonzaga preparou músicas para dezenas de peças de teatro para os mais diversos gostos e gêneros. Em 1889, ela regeu um concerto de violões, no Teatro São Pedro de Alcântara, promovendo esse instrumento na sociedade.

Com a mesma audácia de sempre, era militante política e participava de todas as grandes causas sociais que aconteciam, denunciando assim, o preconceito e o atraso social. Com todo a sua energia abolicionista, vendia partituras para angariar fundos para a Confederação Libertadora e, com esse dinheiro comprou a alforria de José Flauta, um escravo músico.

No fim do século XIX. Criou a marcha Ó abre alas, que até hoje encanta e diverte nos carnavais.

Aos 52 anos de idade, já consagrada, Chiquinha Gonzaga conheceu um jovem português de 16 anos, chamado João Batista Fernandes Lage, esse seria seu companheiro para o resto de sua vida. A sua paixão foi de novo alvo das críticas sociais, já que ele tinha idade para ser seu filho, em uma época em que apenas homens podiam se relacionar com mulheres muito jovens. Viveram então, um amor às escondidas e mudaram-se para Lisboa, morando por lá durante algum tempo.

Ao voltar para o Brasil, ficaram juntos até o final de sua vida, sempre em segredo, revelando para a sociedade que eram apenas amigos e ela dizia que o tinha como um filho.

Como autora de músicas de sucesso, Chiquinha sofreu uma grande exploração em seu trabalho, o que a fez fundar, em 1917, a primeira sociedade protetora e arrecadadora de direitos autorais do país, a Sbat. Com a graça de Deus, teve seu reconhecimento aclamado em vida, sendo festejada pelo público e pela crítica.

Dona de uma personalidade exuberante, Chiquinha Gonzaga, foi a compositora que trabalhou com mais intensidade a transição entre a música estrangeira e nacional, sendo assim, definiu os rumos da música propriamente brasileira, que seria consolidada nas primeiras décadas do século XX.

Seu grande amor, João, foi responsável em preservar seu acervo musical. Chiquinha faleceu em 28 de fevereiro de 1935, aos 87 anos, no Rio de Janeiro.

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A música alcançou seus dias de glória por suas mãos e há de se ressaltar que Villa-Lobos, por exemplo, nessa época ainda usava, literalmente falando, fraldas, já que este era 40 anos mais jovem do que ela.

Seus feitos foram inúmeros e sua importância indiscutível para a sociedade, em todos os aspectos.

Em 1999, sua história inspirou a minissérie de grande sucesso que levava seu nome como título. Em 2012, o dia de seu nascimento (17 de outubro) foi oficializado como o Dia da MPB.

Esperamos, sinceramente, que este artigo seja fonte de inspiração para muitas mulheres que ainda acham que precisam se submeter e aguentar os insultos dos homens à sua volta ou algum tipo de opressão. Não só nos lares aonde ainda se vê a violência doméstica, mas também no trabalho, aonde ainda se vê casos de mulheres que ganham menos que homens, mesmo estando nos mesmos cargos e com a mesma experiência.

Não estamos falando de feminismo, estamos falando de direitos iguais em todos os sentidos, seja em raça, gênero ou classe social. Igualdades para todos os lados e acabar de vez, com essa falsa condição de liberdade que ainda fingimos existir na sociedade brasileira.