Crise política ou cívica?

Percebe-se nos dias atuais, uma certa aversão à política por parte, não só dos jovens, mas dos adultos jovens. Não sabemos se por decepção ou descaso, a falta de interesse pela política me parece mais uma aversão a corrupção a que estamos, seguidamente, convivendo desde que o Brasil foi descoberto.

Tudo começou com a famosa frase: POLÍTICA NÃO SE DISCUTE.

Sim, política deve ser debatida. As confusões não são causadas pelo assunto em si, mas pela dificuldade que as pessoas têm em aceitar pensamentos e interesses diversos do seu. E isso é uma falha na educação brasileira, aonde evitamos discutir para evitar aborrecimento, quando, na verdade, deveríamos ensinar a lidar com as diferenças.

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O que é política?

Política, segundo Aristóteles, é a ciência que tem por objetivo a felicidade humana e também a arte de negociação para compatibilizar e alinhar interesses. O termo tem origem no grego política, uma derivação de polis que designa aquilo que é público. A política enquanto ciência divide-se em ética e na política propriamente dita.

A ética preocupa-se com a felicidade individual do homem na Cidade-Estado e com a felicidade coletiva, em termos de política propriamente dita.

É uma ciência prática, que busca conhecimento como meio para ação em prol de um bem-estar tanto individual quanto coletivo.

“Vemos que toda cidade é uma espécie de comunidade, e toda comunidade se forma com vistas a algum bem, pois todas as ações de todos os homens são praticadas com vistas ao que lhes parece um bem; se todas as comunidades visam algum bem, é evidente que a mais importante de todas elas e que inclui todas as outras, tem mais que todas, este objetivo e visa ao mais importante de todos os bens; ela se chama cidade e é a comunidade política” (Pol., 1252a).

Aristóteles

Política em essência

Mesmo sem saber, todos nós praticamos política o tempo todo, desde a hora de nosso nascimento, afinal, o bebê chora para receber atenção e alimento? Isso é política. A criança faz chantagem porque deseja um brinquedo novo, isso é política. Os pais explicam sobre as diversidades, sobre inclusão social, negociam horários e passeios… Isso também é política.

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Então, não se trata de partidos, esquerda ou direita, se trata de política como meio de juntar e unificar as diversidades humanas em prol de um bem maior.

Teoria política

Essa área temática da política agrega contribuições de várias disciplinas, como filosofia política e a história das ideias políticas. Tal teoria tem se dividido em duas maneiras: como teoria política normativa e como teoria política histórica.

A teoria política normativa evolve uma reflexão crítica sobre a realidade que vivemos e como deve ser no futuro, ou seja, uma projeção sobre a ordem política. Já a teoria política histórica, elabora narrativas que envolvem o desenvolvimento da tradição do pensamento político, levando como objetos de investigação ideias de autores clássicos, os conceitos políticos centrais e suas mudanças em dada época ou sociedade, assim como embates ideológicos situados em contextos históricos específicos.

A sociedade ocidental é permeada em toda a sua trajetória pela teoria política e é impossível você separar a história de construção das sociedades das comunidades políticas. Enfim, a teoria política engloba uma ilimitada variedade de perspectivas ideológicas e visões diferentes do mundo.

História

Tradicionalmente quando havia uma discussão acerca de questões na atividade política, usavam-se os termos filosofia ou teoria política. Em fins do século XIX, o pensador italiano Gaetano Mosca (1858/1941) publicou um livro a que deu o título de Elementos de ciência política. Logo, no século XX, virou praxe usar esse nome (ciência política).

No entanto, nos Estados Unidos, especialistas desta ciência entenderam que a disciplina deveria abordar temas atingíveis, ou seja, que poderiam ser medidos. Como comprovação do fato, observa-se o fato de que as pesquisas foram se tornando o aspecto mais importante das campanhas eleitorais.

Importante relembrarmos que a política foi toda construída com base nos conflitos religiosos, aonde se viu a importância de instituir algo que estivesse acima das crenças e do poder da igreja católica ou qualquer religião que reinasse em determinada sociedade.

Política e comunicação

Fora teorias, partidos e lados, pensemos na política como meio de comunicação e de discussão saudável para objetivos em comum. É importante educar e ensinar aos jovens a se comunicarem cada vez melhor, com mais sabedoria e também cautela. A internet, ao mesmo tempo que facilitou enormemente a vida em sociedade, diminuiu as rodas de conversa e o contato físico que o ser humano precisa para sustentar relações de cordialidade e de amor ao próximo.

As mensagens eletrônicas são cheias de desenhos, letras em caixa alta e abreviaturas, mas não exprimem emoção nem envolvem a pessoa com a mesma eficácia que o famoso “olho no olho”. É neste contato, no aperto de mão, no abraço, que estabelecemos a verdadeira conexão fraterna e amorosa, é com a convivência que desenvolvemos a compaixão e a solidariedade, são os olhares que promovem a cumplicidade e nada tem mais força do que uma massa humana enorme unida contra ou a favor de uma causa.

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Não deixemos de ensinar política às novas gerações. Não deixemos que os sons dos teclados absorvam as conversas em família. Pratiquemos uma política saudável de discussão acerca do mundo e das diversidades, pois só a partir dessas discussões e os sensos comuns gerados pelas mesmas, poderemos encontrar o caminho para uma sociedade mais equilibrada e alinhada em benefício do ser humano, no que diz respeito, não só as necessidades básicas, como também à qualidade de vida.

Médicos Sem Fronteiras

Vivemos num mundo muito complicado hoje em dia. Muitos desacreditam da raça humana, com suas disputas e guerras incessantes. Vemos egoísmo em todo lugar, no entanto, ainda há uma pequena luz que se acende no meio desse caos.

O ser humano foi criado para amar e muitas organizações vem juntando essas pessoas de bem para ajudar a outras. E quando vemos um movimento desse porte, como o “Médicos Sem Fronteiras”, percebemos que a raça humana não está totalmente perdida, ainda há muita gente de bom coração nesse mundo.

Basta conseguirmos unir essas forças do bem, e criar nossos pequenos apoiados no conceito da compaixão e amor ao próximo, que acredito que podemos mudar o mundo, ou uma boa parte dele.

Vejam o bem se mostrando: estamos no outubro Rosa e os laços de fita se espalham pela internet e pelas roupas nas ruas. E assim como esse, muitos outros movimentos se apresentam na internet, unindo pessoas em prol de um bem maior.

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Médicos Sem Fronteiras

O Médicos Sem Fronteiras é uma organização humanitária, fundada em 1971, na França, por jovens médicos e jornalistas, que atuaram como voluntários no fim dos anos 60, na Nigéria. Essa organização, leva cuidados de saúde à pessoas afetadas por crises humanitárias, e chama a atenção para as dificuldades enfrentadas pelos pacientes em todo o mundo. Ou seja, a organização humanitária Médicos Sem Fronteiras, associa ajuda médica e sensibilização do público, sobre o sofrimento de seus pacientes, seja em locares de guerra ou não, dando visibilidade a realidades que hoje estão negligenciadas.

Em 1999, o Médicos Sem Fronteiras ganhou o prêmio Nobel da Paz.

O objetivo

Seu maior foco é, sem dúvida, acima de tudo, o atendimento médico. Eles levam assistência e cuidados preventivos a quem precisa em qualquer lugar do mundo. Se a atuação médica não for suficiente para garantir a sobrevivência de determinada população, como os casos de extrema urgência, eles podem fornecer agua, alimentos, saneamento e abrigos.

Sua atuação segue fielmente às regras da ética médica, principalmente o dever de oferecer auxílio sem prejudicar qualquer pessoa ou grupo. É uma organização imparcial, garantindo aos pacientes o direito à confidencialidade. Segundo o código de ética profissional, os médicos têm direito a serem imparciais tanto politicamente, como religiosamente, logo, ninguém pode ser punido por exercer a atividade médica, seja qual for a circunstância, e isso se estende aos beneficiários desse atendimento.

Aonde eles estão?

Os principais contextos onde os Médicos Sem Fronteiras atuam, são em conflitos armados, epidemias, catástrofes naturais e situações que envolvem refugiados e deslocados internos. Eles oferecem cuidados em relação a saúde em caso de extrema urgência.

Eles estão presentes também em locais onde a população sofre com a falta de acesso a assistência médica.

No Brasil, enquanto organização, a Médicos Sem Fronteiras, atua de forma independente, neutra e imparcial. Eles escolhem de acordo com critérios internos da organização, onde, como e quando atuar.

Um projeto pode ser desencadeado dentro da organização pela existência de uma situação de crise que necessita de uma resposta humanitária emergencial, como também a pedido de organizações internacionais, dos governos ou mesmo de outras organizações não governamentais, e ainda, pela identificação de uma demanda de saúde específica, que eles consideram que podem contribuir de forma relevante.

Como atuam

Eles analisam os locais de acordo com o contexto, número de pessoas afetadas, as necessidades de saúde, as condições de vida, água e saneamento, o ambiente político e a capacidade local de responder ao problema. Com base nesses dados, eles analisam e decidem se irão ou não atuar naquele país, levantando as prioridades, montando a equipe que entrará em ação e considerando os recursos necessários para iniciar o projeto.

Quando acontece uma catástrofe natural, ou seja, uma emergência repentina, a atuação deles pode ser viabilizada entre 48 e 72 horas. Eles têm um sistema de logística extremamente eficiente, com padronização dos métodos de trabalho, a manutenção de estoques e a experiência dos profissionais.

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Para se ter uma ideia, em 1980, a organização Médicos Sem Fronteiras, passou a utilizar kits personalizados e adaptados para cada contexto. Esses são organizados, pré-embalados e prontos para a viagem, sendo atualizados e aprimorados continuamente. Esses kits contêm medicamentos, suprimentos e equipamentos básicos, atendendo desde campanhas de vacinação até a montagem de um hospital inflável.

Sem dúvidas, diante de uma organização humanitária de tamanha qualidade e comprometimento, ficamos pasmos e esperançosos de ver, no futuro, uma sociedade mais justa e igualitária. Um ser humano menos individualista, menos materialista e mais gentil.

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Não falamos de gentileza no sentido de abrir uma porta ou dar bom dia ao vizinho. Falamos da gentileza em ajudar pessoas que caem nas ruas, velhinhos que precisam de sentar nos transportes públicos, de tentar se colocar no lugar do outro antes de proferir palavras agressivas ou sequer pensar em julgá-lo.

Antes de jogarmos pedras nas pessoas, tentemos nos enxergar no lugar deles. O que ele está sentindo? O que será que aconteceu na vida dele para deixa-lo tão esquivo e mal-humorado? Como eu posso tornar o dia dele melhor?

A mente humana pode ser sim controlada por você, mas lembre-se que o coração humano não aceita correntes, então seu limite de crescimento é infinito. Vide as mães que a cada filho que nasce, percebem que mão precisa dividir o amor, o coração cresce junto com o sentimento.

Faça a sua parte: elogie uma pessoa por dia e veja o que acontece!